Centro de Atendimento à Mulher inicia Setembro Amarelo com escuta e palestras, em Barreiras


Setembro Amarelo é o mês de falar sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. Iniciando as atividades de conscientização, a Secretaria de Saúde de Barreiras através do Centro de Atendimento à Mulher (CAM), realizou nesta manhã de segunda-feira (5), uma roda de conversa com as mulheres atendidas na unidade, para falar sobre “Prevenção ao Suicídio: o escutar como caminho”, mediada pela psicóloga Gabrielle Castro e a fisioterapeuta Elayne Neves.

O CAM foi preparado para receber as mulheres com uma decoração especial evidenciando a cor amarela. Na sala de espera, elas puderam compartilhar experiências e conhecer mais sobre a rede de atendimento à saúde mental no município. “O suicídio é muito grave, mas essa conversa de forma leve, nos deixam mais conscientes de onde procurar ajuda. Já passei por depressão, depois de perder um bebê e enfrentar problema de saúde, mas consegui sair depois de muita ajuda da família”, disse a dona de casa, Ana Clara.

A psicóloga Gabrielle explicou alguns sintomas depressivos e alertou sobre os cuidados e a necessidade de buscar ajuda profissional. “Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você, pode ser o primeiro e mais importante passo. Devemos considerar seriamente todos os sinais de alerta em torno do suicídio, contribuindo assim, para uma escuta acolhedora e sem julgamentos, incentivando a pessoa a procurar ajuda de profissionais”, recomendou a psicóloga.

Na quarta-feira (8), a psicóloga Karoline Brito estará na unidade com a palestra “Prevenção ao Suicídio – Valorização da Vida”. A coordenadora do CAM, Lidiane Borges, explica sobre as atividades e reafirma o compromisso em proporcionar às pacientes um atendimento humanizado.

“O Centro de Atendimento à Mulher está aqui de portas abertas para atender a todos que nos procuram. Neste mês da saúde mental, nossa atenção se volta para a prevenção ao suicídio, trazendo palestras e a escuta, e, além disso, ajudaremos no encaminhamento para acompanhamento psicológico se houver necessidade. Nosso trabalho é sempre proporcionar acesso à saúde humanizada”, finalizou a coordenadora.