Projeto Algodão que Aquece 2022 finaliza entregas em Correntina e totaliza quase 60 escolas beneficiadas

 

Mobilização e união que resultam em solidariedade e vidas transformadas! Assim pôde ser descrita mais uma edição do Algodão que Aquece, projeto desenvolvido pelo Núcleo das Mulheres do Agro do Oeste da Bahia, que finalizou suas entregas em agosto. Ao todo, o projeto realizou a entrega de quase 5.500 agasalhos 100% algodão para os estudantes da zona rural de três cidades do Oeste baiano: Angical, Formosa do Rio Preto e Correntina.

As integrantes do Núcleo das Mulheres do Agro, no comando de caravanas que contavam com a participação também de representantes das Secretarias de Educação das cidades envolvidas e apoiadores do projeto, percorreram ao todo 3.177 km, e visitaram aproximadamente 60 escolas levando uma ação educativa lúdica para estudantes e comunidade.

A cidade de Correntina, última a ser visitada pelo projeto, recebeu a doação de 1.992 agasalhos que foram entregues em seis escolas. “Esse projeto é muito importante porque aproxima o estudante do conhecimento sobre a cultura do algodão, que é rica em nosso município. Nós estamos felizes com essa parceria com o Núcleo, porque sabemos que o objetivo é ir muito além, é um compromisso social”, afirma a secretária de educação de Correntina Cleonice Caires.

O Algodão que Aquece 2022 representou o retorno do encontro presencial com os estudantes, que por conta da pandemia no ano passado não puderam participar das entregas.

O Projeto

Desde 2018, o Algodão que Aquece já atendeu mais de 13 mil crianças nas principais cidades da região, como Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves, Santana e Mansidão, além das três cidades atendidas em 2022. Os professores das unidades escolares visitadas também recebem, além da camisa do projeto, uma valorização especial pela sua dedicação e compromisso com a educação.

O projeto inclui, além da entrega dos agasalhos, uma ação lúdica educativa e muito acolhimento e inclusão, agregando, este ano, algumas novidades. “Nosso projeto procura inserir a criança na realidade à sua volta. Através da intervenção na comunidade escolar e familiar, procuramos ampliar a visão de mundo dessas pessoas e impactar suas vidas positivamente”, conta Suzana Viccini, presidente do Núcleo.

Em 2022, a avaliação que o Núcleo faz do projeto é ainda mais positiva. “Conseguimos chegar a comunidades afastadas da zona urbana e com estrutura muitas vezes precária, com crianças que necessitam tanto do agasalho quanto do acolhimento e oportunidade que buscamos levar até eles. Este ano, foi muito gratificante participar de cada visita”, conta Suzana.

Parceria com Secretarias de Educação

Além da entrega dos casacos, o projeto também tem o objetivo de desenvolver o pilar educacional, que se dá por meio da entrega de informações esclarecedoras, corretas e seguras acerca da cadeia produtiva do algodão. “O Algodão que Aquece leva a realidade das nossas escolas para o setor produtivo agrícola, como também leva a nossa realidade, da produção e da atividade rural até as escolas, professores e alunos. Fazer este elo e proporcionar este encontro é nossa missão e nos deixa muito gratificadas”, afirma Suzana.

Para levar o conhecimento até as escolas, o Núcleo propõe a apresentação de uma série de ações, incluindo uma animação cinematográfica, o filme Nina e Cadu e o Mundo de Algodão, utilizando-se de técnica audiovisual para abordagem pedagógica e com uso dos personagens infantis. Em conjunto com as Secretarias Municipais de Educação de cada cidade, o material apresentado embasa uma proposta pedagógica de estudo para os alunos, que deverão apresentar uma devolutiva aos professores.

Este ano, a apresentação de uma peça teatral para toda a comunidade, seguindo a mesma proposta do filme infantil, também faz parte do projeto e será viabilizada com o apoio das prefeituras e secretarias dos municípios contemplados. A previsão para o início da realização desta segunda etapa do projeto é em outubro.

Apoio

O Algodão que Aquece 2022 conta com apoio do Fundesis – Fundo para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Bahia, Grupo Fertipar, ABAPA- Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Fibermax/Basf, Sumitomo Chemical, FMC Agrícola, Instituto SLC Agrícola, Grupo NOSSA- Concessionária Fendt e Avanti Agro, Grupo Adir Parizzi, Cargill, Ciaseeds, DFibra Corretora de Algodão e Sementes Multiplicar.