Sustentabilidade em evidência no Cotton Brazil Outlook 2022, em Dubai.

Com participação de mercado da ordem de 38% sobre o montante global de algodão Better Cotton Initiative (BCI), o Brasil é o maior fornecedor mundial de pluma com esta chancela. Foi para mostrar estes números e falar sobre as iniciativas dos cotonicultores brasileiros para alcançar este posto, que a vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, apresentou, a pedido da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o painel sobre Sustentabilidade, nesta quinta-feira (24), no Cotton Brazil Outlook 2022, em Dubai. Outras duas edições ainda serão realizadas, nos próximos dias, nas cidades turcas de Gaziantep e outra em Kahramanmaras.

O evento integra o programa Cotton Brasil, da Abrapa, que realiza, desde a última segunda-feira (21), a Missão Vendedores 2022, reunindo industriais da cadeia têxteis da Turquia e do Paquistão, para mostrar a estes consumidores os diferenciais do algodão brasileiro, desde os técnicos, como qualidade e rastreabilidade, até o modo de produção, que faz com que o país tenha uma das maiores produtividades do mundo. A Missão Vendedores 2022 é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). Uma comitiva de produtores da Bahia, representada pela Abapa, acompanha a missão.

Na oportunidade, Alessandra Zanotto detalhou o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde 2013, opera no Brasil em benchmark com a Better Cotton Initiative (BCI), ONG suíça que é referência em licenciamento de fibra produzida em parâmetros ambiental, social e economicamente justos. “Apesar de todos os nossos esforços em fazer o algodão brasileiro conhecido e respeitado no mercado internacional, ainda existe algum desconhecimento destes clientes a respeito, por exemplo, do nosso grande profissionalismo, do nosso modelo de produção sustentável e mesmo do nosso Programa ABR, que é, sem dúvida, dos mais completos do mundo, uma vez que é totalmente alinhado com a legislação Trabalhista e Ambiental do país. Prova disso é que, na operação referenciada com a BCI, se o agricultor brasileiro é certificado ABR, automaticamente, será licenciado BCI, mas o contrário não acontece. Nossos requisitos à certificação são em número muito maior que as exigências do BCI”, explica Alessandra Zanotto.

De acordo com a vice-presidente da Abapa, esta foi uma “excelente oportunidade para conhecer melhor a demanda dos clientes e entender como atendê-los plenamente”. Ela explica que o Paquistão tem aumentado, gradativamente, as importações de algodão, com grande apoio do governo, de forma que, do total importado por aquele país, a fibra representa 70%.

“A indústria têxtil na Ásia é muito demandada por sustentabilidade, por conta de empresas que exigem a certificação BCI, como Nike, Adidas, H&M, dentre outras. Destacamos a transparência e a confiabilidade em todos os nossos programas, como o ABR, a versão do ABR voltada às Unidades de Beneficiamento (ABR-UBA), o programa de rastreabilidade, e claro, a qualidade do algodão brasileiro”, concluiu Alessandra Zanotto.


Imprensa Abapa