sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Aiba e Abapa capacitam monitores de praga para o mercado de trabalho local


Capacitar profissionais para torná-los aptos a identificar e combater pragas e doenças que infestam as lavouras de grãos e fibra. Esse foi o propósito do 2º Curso de Monitores de Praga, realizado na última quarta e quinta-feira pelas associações de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e de Produtores de Algodão (Abapa). A fim de garantir as condições fitossanitárias das lavouras e manter os elevados índices de produtividade da região, o curso, que ocorreu durante dois dias (30 e 31 de outubro), na sede do SPRLEM, reuniu em torno de 500 pessoas, dentre elas estudantes de agronomia, engenheiros agrônomos e monitores que já atuam nas fazendas.

Temas específicos como o combate à ferrugem da soja, da cigarrinha do milho e do bicudo-do-algodoeiro foram abordados durante a jornada do curso por profissionais capacitados, convidados para palestrar, discutir e esclarecer qualquer dúvida dos participantes.

Segundo o fitopatologista Fabiano Perina, que palestrou sobre as principais doenças do algodoeiro, o foco maior foi diagnosticar os surtos recentes e específicos do oeste da Bahia. “Levar aos monitores de fazenda um conhecimento mais específico para que eles possam identificar as principais doenças de plantas é fundamental. Isso traz resultados promissores ao produtor que investe e oportuniza seus técnicos a treinamentos como este. Proteção prévia para um cultivo sadio é primordial”, conclui Perina.

Quem também passou pelo curso foi o professor José Waquil, especialista no assunto, ele palestrou sobre o monitoramento de pragas na cultura do milho. “Para os dois dias de curso, preparei palestras que abordam as pragas iniciais, as de solo e a incidência da cigarrinha-do-milho e a lagarta-do-cartucho, principais pragas deste grão. Quero parabenizar a Aiba e a Abapa pelo empenho em fornecer um curso gratuito para os que atuam diretamente no campo, pois ter técnicos bem treinados na região facilita a identificação de doenças nas lavouras no início do plantio, fazendo assim um controle mais rápido e, inclusive, economizando nos insumos, com um custo menor durante a produção”, ratifica Waquil.

O técnico agrícola Geraldo Bomfim, detentor de larga experiência com o manejo de pragas, afirma a importância do curso para profissionais e estudantes que ainda não atuam no campo. Para ele, que também participou do primeiro curso, agregar e reciclar conhecimento é sempre bem-vindo. “Acho fundamental esse empenho do produtor em capacitar seus funcionários, fornecendo oportunidade de aprendizado e reciclagem, pois é dessa forma que conseguimos identificar o foco de doenças e pragas com boa antecedência. Plantio sadio e seguro é garantia de economia e bons resultados para todos”, afirma.

O coordenador do Programa Fitossanitário da Aiba, Armando Sá, afirma que pelo segundo ano o curso teve resultados surpreendentes e oportunizou não só a região Oeste, mas toda a região do Matopiba também. “Agregar conhecimento nunca é demais. Trouxemos uma oportunidade para que os estudantes e profissionais da área aprendam, reciclem e posteriormente coloquem em prática no campo o manejo integrado para controle de pragas e doenças de soja, milho e algodão. Já estamos estudando possibilidades para outros cursos que beneficiem diretamente o produtor rural, mantendo os elevados índices de produtividade”, finaliza.

Ascom/Aiba

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