quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Nota de solidariedade à Marcelo Macedo e sua família




O coletivo Mães pela Diversidade vem a público repudiar, com veemência o grave ataque homofóbico sofrido por “Tiello” - Marcelo Macedo, e seu companheiro, na noite de 20 de outubro de 2019. O ataque não teve outra motivação, senão a singela demonstração de afeto entre o casal homoafetivo, em um bar, na cidade de Camaçari/BA. Marcelo foi alvejado por 4 tiros, que atingiram seu fígado, baço e rins, e encontra-se hospitalizado até a presente data, já sem risco de morte, porém temeroso por sua vida e pela segurança de sua família. Uma semana depois do ataque, os algozes continuam em liberdade.

Nós da coordenação no oeste baiano do Mães pela Diversidade, nos solidarizamos com a dor das mães de Tiello e seu companheiro, ao tempo em que nos colocamos a seu lado, atentas, vigilantes e ativistas, para que casos como esses não fiquem impunes. É na punição de crimes de ódio como o que está em tela que asseguraremos que nossos filhxs possam, como qualquer brasileiro, usufruir do direito de ir e vir garantido na Constituição Federal (art. 5º, XV) e formar suas próprias famílias, quaisquer sejam suas configurações (art. 1.723 do Código Civil c/c ADI 4.277 - STF), coexistindo em equidade de direitos com qualquer ser humano, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual.

A tentativa de homicídio deve e será punida de acordo com o Código Penal e estaremos vigilantes para que não obste o acréscimo das qualificadoras previstas para este tipo de crime no Art. 121. § 2º, II - por motivo futil; IV - que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e com vistas à Lei Federal nº 7.716 que prevê punições para crimes resultantes de discriminação ou preconceito. A possível ausência das qualificadoras não se trata apenas de retrocesso, mas de legitimar preconceitos, de oferecer permissividade para que aflorem e que deles decorram a violência de todos os tipos, a intimidação, a perseguição, a tentativa de cassação de direitos e a violação basal do direito à existência humana, respeitando a sua diversidade.

Por fim, o coletivo Mães pela Diversidade entendendo que é na família que deve se encontrar o lugar do acolhimento, da proteção, da amorosidade e as relações afetivas mais sólidas e caras ao ser humano, se posiciona, não apenas nas coordenações da Bahia, mas em todas as presentes nos 22 estados da federação, mais o Distrito Federal, vigilante e atento ao andamento do caso, e sobretudo, solidário às famílias de Marcelo Macedo e seu companheiro.

“Tire seu preconceito do caminho, que queremos passar com nosso amor”.

Mães pela Diversidade
Coordenação Oeste Baiano.

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