segunda-feira, 29 de abril de 2019

Prefeitura de Barreiras discute Contas Econômicas Ambientais de Ecossistemas da Bacia Hidrográfica do Rio Grande com instituições Nacionais e Internacionais


Na sexta-feira, 26, a Secretaria de Meio Ambiente e Turismo - SEMATUR de Barreiras sediou uma reunião para apresentação e discussão do levantamento de dados para marco metodológico das Contas Econômicas Ambientais de Ecossistemas. Participaram do encontro o secretário municipal de meio ambiente e turismo Demósthenes Júnior, Ivone Batista do IBGE que é coordenadora do projeto no país, acompanhada por técnicos da instituição, e representantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Organização das Nações Unidas – ONU e do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - INEMA.

O Brasil integra esse projeto inovador para promover a teoria e a prática da contabilidade do ecossistema, o que também permitirá avaliar a relação entre os impactos ambientais das principais atividades econômicas de cada área e o desenvolvimento de iniciativas sustentáveis. China, Índia, México e África do Sul, também participam, como parte do projeto de Capital Natural Contabilidade e Valoração de Serviços Ecossistêmicos, cujo as ações são financiadas pela União Europeia, e implementado pela Divisão de Estatística das Nações Unidas, em colaboração com a ONU.

A região do MATOPIBA, nova fronteira agrícola brasileira que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, foi escolhida como campo experimental e a Bacia Hidrográfica do Rio Grande será o projeto piloto do Brasil, na qual analisará diversos serviços ecossistêmicos, como a regulação do fluxo de água e a retenção do solo (controle da erosão). Esta área foi selecionada por causa do rápido desenvolvimento agrícola que ela está experimentando, acompanhando a mudança no uso da terra e os impactos nos ecossistemas, bem como sua diversidade de paisagens. Esse projeto que será modelo para o Brasil será implementado elo IBGE em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com os municípios da bacia.

“O Projeto Brasileiro cuja área Piloto é a Bacia Hidrográfica do Rio Grande, tem como objetivo simular os impactos de interferência humana no ambiente. Serão realizadas visitas à região para conhecer a realidade física e socioeconômica, utilizar técnicas e ferramentas que simularam o processo hidrogeólogico e erosivos utilizando dados como características dos solos, declividade, precipitação, vazão, cobertura e uso da terra, outros”, explicou a coordenadora Ivone Batista.

O Produto Interno Bruto (PIB) é calculado entre a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa região durante um período determinado, no entanto o mesmo não incorpora a contribuição que os recursos naturais, incluindo os ecossistemas, têm na economia.

Dentro desta lógica, o Sistema de Contas Econômicas Ambientais (SCEA) surge como um conjunto de metodologias para a contabilidade de recursos naturais como água, florestas e ecossistemas, associados à atividade econômica. O SCEA complementa o Sistema de Contas Nacionais (SCN) utilizando seus princípios contábeis às informações ambientais, e permite uma análise combinada entre dados ambientais e informações econômicas em uma única estrutura, permitindo o cálculo do produto Interno Verde do Brasil (PIB Verde).

O secretário de Meio Ambiente e Turismo Demósthenes Júnior, que também é o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande comemora o avanço da região nesse tipo de estudo. “O Brasil tem sido um dos pioneiros no início da compilação de contas do Sistema de Contabilidade Econômica Ambiental na América do Sul, e ficamos felizes em saber que os trabalhos que estão sendo realizados em nossa região servirão de modelo para todo o país”, destacou o secretário.

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