Mulheres serão mais prejudicadas do que homens em reforma da Previdência, diz Dieese


Uma análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) concluiu que as mulheres serão mais prejudicadas que os homens, caso as mudanças previstas na reforma da Previdência sejam aprovadas.

De acordo com o relatório, uma das principais alterações está na idade mínima, que subiria de 60 para 62 anos, no caso de trabalhadoras urbanas, e de 55 para 60 anos, para trabalhadoras rurais. As atuais condições seriam mantidas para os homens: 65 anos (urbano) e 60 (rural).

"As mulheres terão que trabalhar dois anos a mais, se forem do setor urbano, e cinco anos a mais, se forem do setor rural. Serão, portanto, afetadas tanto pela elevação da idade mínima quanto pelo aumento do tempo mínimo de contribuição e, mais ainda, pela combinação desses requisitos", afirmou no relatório.

Outro ponto, de acordo com a entidade, está na mudança nas regras sobre pensões, que vai diminuir os valores e dificultar o acesso às pensões por morte e, ainda, restringir o acúmulo de benefícios do BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é pago a idosos de baixa renda. O benefício é pago a majoritariamente a mulheres e, por isso, elas seriam as mais afetadas pelas mudanças.

Por Daniel Brito


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