ONG de futura ministra é acusada de sequestro e tráfico de crianças indígenas



A ONG Atini, fundada por Damares Alves, futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, é acusada pelo Ministério Público e por indigenistas de sequestro e tráfico de crianças, além de incitação ao ódio contra indígenas.

De acordo com a Folha, há pelo menos três ações judiciais contra a ONG. A Polícia Federal pediu, em 2016, informações à Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre supostos “tráfico e exploração sexual” de indígenas, em solicitação que cita a Atini e outras duas organizações.

Em uma das ações movidas contra a ONG, o Ministério Público cita uma criança que foi retirada da guarda de sua mãe e levada para uma chácara da Atini, com a justificativa de que a mãe "portava transtornos mentais e possuía histórico de maus-tratos pelos pais”.

O MP entende que a história "foi retorcida e distorcida até fazer parecer uma adoção comum de uma criança vulnerável de mãe incapaz por um casal de classe média de Volta Redonda" e pede que a criança retorne para a mãe.
Damares se afastou da Atini em 2015. Hoje ela atua como funcionária no gabinete do senador Magno Malta (PR-ES).

A Funai ficará sob responsabilidade da futura ministra a partir de 2019 e ela afirmou que nomeará para a presidência alguém que "ame desesperadamente os índios".

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