Encontro na FASB discute os 56 anos do exercício da Psicologia do Brasil




O curso de Psicologia da Faculdade São Francisco de Barreiras (FASB) promoveu, na última quarta-feira (05), o VIII Colóquio de Psicologia, com o tema “1962: Do início da caminhada às práticas atuais”. No evento, realizado no auditório da instituição, foram apresentadas três experiências, em ambientes diferentes, em que a Psicologia tem sido aplicada. Um dos principais objetivos do encontro foi a discussão sobre os rumos da profissão, a inserção e a atuação do profissional no mercado de trabalho.

Cristian Morales, coordenador do Curso de Psicologia da FASB disse que o processo comemorativo, que contempla também o dia do Psicólogo, comemorado em 27 de agosto, se justifica devido ao “notório crescimento da presença do profissional da Psicologia em escolas, hospitais e empresas”, mas enfatizou que a profissão ainda necessita, em muitos casos, de reconhecimento e valorização. “A faculdade tem cumprido muito bem sua função em relação à conscientização do profissional para que ele consiga contribuir para a ampliação dos espaços no mercado”, afirmou.

A psicóloga Emmila di Paula contou sobre a experiência vivenciada na ala psiquiátrica do Hospital Municipal Eurico Dutra. “Se a pessoa não tiver um grande amor pelo ser humano, não terá sucesso nessa profissão. Nós temos que gerir, o tempo todo, a falta de entendimento sobre o trabalho do psicólogo, lidar com os pacientes e administrar o relacionamento com a direção. É uma área que tem interferência constante de diversos setores, e temos que aprender a lidar com isso”, comentou.

A psicóloga Lorrany Lopes, do Centro de Detenção Provisória de Barreiras, abordou a Psicologia no sistema prisional, com a apresentação de dados que demonstram o aumento do número de detentos desde a década de 1970, contou casos estudados por ela e falou também da estrutura disponível na unidade carcerária barreirense. “Houve evolução considerável. Antes o agente ficava durante a consulta, atualmente ele espera fora da sala de psicologia, que é individual. O psicólogo tem também outras áreas onde desenvolve o trabalho: sala de estudos, leito – quando o detento está enfermo - e área externa, onde ocorrem as visitas”, explicou.

A última apresentação do Colóquio teve como palestrante Thiago Araújo, psicólogo e professor da FASB. Ele fez um relato da experiência como profissional da psicologia dentro da cultura indígena, da etnia Xerente. “É um ambiente muito difícil para a gente ganhar a confiança deles. Na aldeia, tive que buscar novas estratégias para atrair os indígenas para a conversa. O artesanato, que era uma atividade bastante tradicional na comunidade, foi um dos meios que utilizei para abrir o diálogo com eles sobre o alcoolismo, violência doméstica e outros temas. Então, o profissional tem que buscar soluções, muitas vezes inéditas, para alcançar os objetivos. É um dos desafios da profissão”, pontuou.
Araticum Comunicação 

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