Trabalhadores do setor agrícola marcham em defesa dos seus empregos em Barreiras










No Dia do Trabalho (1º), cerca de 1000 funcionários da cadeia agrícola de Barreiras e do oeste da Bahia se mobilizaram em defesa dos seus empregos e pediram mais apoio do Estado e da sociedade civil para permitirem maior desenvolvimento do setor que mais emprega no campo e na cidade. Com ‘apitaço’ e gritos de “Defendemos os nossos empregos” e “Não queremos ser um dos 13 milhões de desempregados”, eles se manifestaram em frente a órgãos estatais como Ibama, Inema, Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, contra o que eles chamaram de “abusos” e “rigor burocrático” durante as ações de fiscalização e licenciamentos.

Segundo os funcionários do setor agrícola durante a mobilização, “da forma como vem sendo realizada, estas ações somente penalizam aqueles que, na prática, produzem com eficiência, tecnologia e garantem condições dignas de trabalho com respeito às legislações trabalhista e ambiental”. Para Jeferson Souza, da Agrícola Xingu, esta mobilização foi fundamental para reforçar, para toda a sociedade, que quem trabalha na área agrícola é respeitado e se dedica a um setor que faz a nossa região e o Brasil crescerem. “Muitas vezes, a área agrícola é penalizada pela burocracia e por uma lei ineficiente, mas é o setor que mais investe em qualificação dos seus trabalhadores”, afirma.

Para João dos Santos Araújo, que trabalha em uma associação de produtores, é perceptível o compromisso das empresas e agricultores no cumprimento da legislação, mas eles são vencidos pelos entraves gerados pela burocracia. “É preciso ser herói para se plantar no Brasil, diante de tantas licenças, protocolos e outorgas, fiscalizadas muitas vezes ao mesmo tempo por órgãos das diferentes esferas - municipais, estaduais e federais. “Nós, que trabalhamos na área, percebemos essa burocracia que pune, muitas vezes, somente para arrecadar e embargar áreas. Em muitos casos, medidas mais brandas e educativas, surtiriam o mesmo efeito sem prejudicar o negócio e os nossos empregos”, afirma.

Ao integrar a mobilização, a diretora do Núcleo Oeste da Bahia da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Márcia Gama, defende o setor por acompanhar de perto as exigências e o quanto as empresas respeitam a legislação. “Fiz questão de entrar na manifestação por entender que existe um exagero nas cobranças durante as fiscalizações. É um rigor que existe no campo, mas não acontece com as empresas dentro da cidade”, compara. O segmento, segundo as entidades do setor agrícola, gera cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos no oeste da Bahia, com uma média salarial acima do mercado absorvendo funções de todos os níveis de formação, como agrônomo, administrador, contador, eletricista, operador de máquina agrícola, motorista, dentre outros.



Araticum Assessoria de Comunicação

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