Dia de Pentecostes é celebrado em paróquias de Barreiras










A tradicional Festa do Divino Espírito Santo, comemorada no Domingo de Pentecostes, exatos 50 dias após a Páscoa, marcou este domingo, 20 de maio, em Barreiras. Milhares de fiéis celebraram a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo, nas paróquias de São João Batista (Centro), São Sebastião (Barreirinhas), São José (Vila Brasil) e em diversas outras paróquias e comunidades. Devotos do Divino, a vice-prefeita Karlúcia Macêdo e o secretário de meio ambiente e turismo Demosthenes Júnior participaram da missa em Barreirinhas, presidida pelo pároco Padre Jaivalton de Souza.

“Para mim, o Dia de Pentecostes tem um significado muito forte, porque desde criança acompanho os festejos do Divino Espírito Santo, já antes do dia oficial, com o cortejo que faz a coleta de esmolas de porta em porta. É emocionante participar de um momento tão importante de tradição e fé, que alia o caráter religioso ao cultural”, disse a vice-prefeita.

Os festejos começaram logo cedo com os cortejos pelas ruas até as igrejas onde foram celebradas as missas festivas. Logo depois, o tradicional almoço do Divino foi servido aos fiéis, com os ingredientes obtidos, quase na totalidade, durante as visitas prévias que os devotos fazem nas casas dos moradores.

Origem - A celebração do Divino Espírito Santo remonta à Antiguidade, quando os israelitas já cultuavam a divindade durante o Pentecostes. Está ligada à época do fim das colheitas e à distribuição de alimentos. A adoração do Divino estendeu-se até a Europa, durante a Idade Média, até que na Alemanha encontrou boa recepção, transformando-se em festa. O objetivo era arrecadar fundos para amparar os necessitados da época.

A comemoração alcançou Portugal e foi instituída pela Rainha Isabel. Esposa do Rei D. Diniz (1279 – 1325) e canonizada como Santa Isabel de Portugal, ela foi a responsável pela construção da Igreja do Espírito Santo, em Alenquer. Por volta do século XVII, época da colonização, a celebração chegou ao Brasil, com o seguinte ritual festivo, representado como uma profecia uma pessoa – adulto ou criança – era escolhida como Imperador do Divino. Abençoado com o poder do Espírito Santo, o Imperador se tornava puro como uma criança, distribuindo alimentos e soltando presos políticos, trazendo a fartura e o perdão ao mundo.

A Festa do Divino era tão popular no país em 1822 que José Bonifácio, ao escolher o título para D. Pedro I, deu preferência a “Imperador do Brasil” ao invés de “Rei”, inspirado na forte popularidade do Imperador do Divino.
Dircom/PMB 

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