Trabalhador demitido e com CNPJ tem direito ao seguro-desemprego



A Justiça Federal determinou que a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo pague o seguro-desemprego a um homem que tinha registro de CNPJ quando foi demitido. A decisão é da juíza federal Tatiana Ruas Nogueira, da 5.ª Vara Federal Previdenciária de São Paulo. O autor da ação impetrou mandado de segurança, pedindo a liberação imediata de cinco parcelas do seguro-desemprego a que teria direito, após ser demitido sem justa causa pela empresa em que trabalhou durante três anos. As informações foram divulgadas pelo Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal. O benefício foi negado sob a justificativa de que o trabalhador ‘possuía renda própria, na condição de Microempreendedor Individual (MEI)’. Na ação, o homem afirmou que, apesar de constituir a pessoa jurídica, nunca obteve rendimento econômico a partir dela e que, após ter o benefício negado, encerrou formalmente a empresa. Na decisão, a magistrada afirma que, ‘conforme a lei que regulamenta o benefício requerido, fará jus ao seguro o trabalhador dispensado sem justa causa que não possua renda de qualquer natureza, suficiente à sua manutenção e a de sua família’. A juíza Tatiana Ruas Nogueira assinalou que o registro como MEI ‘não comprova renda própria suficiente à manutenção da família, exceto se demonstrado na declaração anual simplificada da microempresa individual’. “Assim, entendo que não deve ser aplicada no caso em testilha a restrição imposta pelo artigo 3.º, inciso V, da Lei nº 7.998/90, na medida em que a microempresa mencionada não gerava qualquer rendimento econômico, não tendo o impetrante auferido renda após sua demissão”, conclui Tatiana.

Estadão Conteúdo

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