Projeto visa melhor proveito da irrigação no Oeste baiano



Um projeto de monitoramento da irrigação no Extremo Oeste da Bahia com investimento inicial previsto de R$ 3,5 milhões, organizado por entidades privadas e públicas da Bahia, e representantes de instituições de ensino e pesquisa, será apresentado num seminário em Barreiras, no próximo dia 1º de março. O estado tem hoje 160 mil hectares (ha) irrigados, 2,2 milhões de ha plantados, e segundo o conselheiro consultivo da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) Júlio Cézar Busato, não existe um sistema que monitore o volume de água no Rio Grande e do aquifero Urucuia (2º maior do Brasil), que pode ser utilizado de maneira sustentável.

"A Universidade de Viçosa (Minas Gerais) é a instituição brasileira com maior know-how em irrigação e por este motivo procuramos o professor Evilásio Mantovani e outros professores de lá, da Bahia e do Rio de Janeiro se incorporaram ao projeto. Também se integraram as secretarias da Agricultura e de Recursos Hídricos, CPRM, Inema", disse Busato.

Para aprender mais, a equipe do projeto foi ao estado de Nebraska (Estados Unidos) que faz este controle há 100 anos. "Fomos recebidos na universidade local e firmamos convênio de cooperação técnica e com o Instituto Water for Foods", explicou o conselheiro consultivo da Aiba.

"Nebraska tem 20 milhões de ha, 3,5 milhões de ha irrigados, chuva de 650 mm/ano, e US$ 25 bilhões de PIB. O Oeste baiano planta 19 milhões de ha, tem precipitação de 1.ooo mm/ano. e PIB agrícola de US$ 500 mil. Temos muito a aprender para aproveitar nossas condições ", diz Busato.

Em outra vertente, a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) investiu R$ 67 mil para recuperar 17 nascentes em São Desidério, e já solicitou R$ 500 mil para em outros cinco municípios recuperar 200 nascentes.

Portal a Tarde

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