Produção em refinaria cai 30% e impacta economia baiana

Em cinco anos, a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), responsável por 99,32% do refino de petróleo na Bahia e a segunda maior refinaria do país, teve uma redução de 30% em sua produção. Em 2013, aproximadamente 109 milhões de barris de derivados eram processados na Rlam, de acordo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No ano passado, foram pouco mais de 76 milhões. O volume produzido em 2017 retrocedeu ao mesmo patamar registrado em 2003, quando foram produzidos 75 milhões de barris. A situação da Rlam foi divulgada com exclusividade pela coluna Negócios do jornalista Flávio Oliveira no jornal CORREIO. A queda no ritmo de produção da unidade, que pertence à Petrobras, impacta negativamente a economia baiana. A Rlam é responsável por 20% da arrecadação de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), segundo a Superintendência de Estudos Econômicos (SEI). Além disso, a refinaria produz matéria-prima para outras indústrias. Nesse sentido, a redução no ritmo de produção da unidade pode ter um impacto entre 5% e 10% na arrecadação. Apesar da Petrobras estar em processo de reestruturação, após prejuízos com corrupção, especialistas indicam que a subutilização da RLAM está relacionada a uma decisão de mercado – de substituir a produção nacional por importados. Hoje, a refinaria responde por 2% do PIB da Bahia, o que significa uma produção de R$ 5 bilhões em riquezas para o estado, além de equivaler a 10% do Valor Bruto de Produção Industrial (VBPI). Mesmo ainda sendo extremamente relevante, a participação da Rlam já foi maior. João Paulo Caetano, coordenador de Contas Regionais e Finanças Públicas da SEI, diz que, em 2014, o refino respondia por 12% do PIB. Ou seja, houve uma queda de 10%. “É a segunda maior do país. Ela acaba impactando diretamente em outras diversas atividades, como o setor de transporte, prestação de serviço, serviço bancário, setor financeiro, combustível, entre outros”, explica.

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