Sesab confirma segunda morte por malária na Bahia



Por Yuri Abreu

O que era suspeita, virou constatação. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) confirmou, na noite da última quarta-feira (24), a segunda morte de uma pessoa por malária na Bahia, também na cidade de Wenceslau Guimarães, no baixo-sul do estado e que fica distante 290 km de Salvador. Trata-se de um homem de 33 anos, cujo óbito (ocorrido no dia 16 de janeiro) ainda estava sob investigação da doença, uma vez que o corpo do paciente não havia passado por análise de laboratório.

Até então, a primeira morte confirmada havia sido a de Luciene Souza Santos, de 31 anos, que estava internada na cidade de Ilhéus, no sul da Bahia. Ela também era moradora de Wenceslau Guimarães e morreu na última segunda-feira, dia 22 de janeiro. Com o segundo óbito, até agora é de 22 o número de casos de malária confirmados no estado, todos da mesma região (mais precisamente na comunidade rural Chico Lopes, a 25 km do centro), segundo a Sesab.

No município, moradores que apresentaram sintomas com suspeita de malária já fizeram o teste para saber se tinham a doença, mas nenhum caso foi confirmado. Ainda conforme o órgão estadual, uma intervenção imediata para evitar a proliferação da doença foi feita. Técnicos da vigilância à saúde estão no local fazendo busca ativa de casos, trabalho de educação em saúde com a população.

Além disso, também está sendo feita também a borrifação nas casas da localidade e pesquisa entomológica – um estudo dos insetos, seus aspectos e as relações com o homem, as plantas e os animais. A secretaria informou também que, na investigação epidemiológica, os técnicos verificaram que uma das pessoas esteve no Pará onde teve diagnosticada a doença, no entanto não prosseguiu com o tratamento até o final.

Atenção e cuidados

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pelo mosquito do gênero Anopheles. No Brasil existem três espécies de Plasmodium que estão associados à malária em seres humanos e, entre os vetores do gênero Anopheles, três espécies são responsáveis pela transmissão da doença no Brasil. Eles são popularmente conhecidos por “carapanã”, “muriçoca”, “sovela”, “mosquitoprego” e “bicuda”.

A transmissão da doença se dá através picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium. Em caso de suspeita, o primeiro passo é procurar atendimento em serviço de saúde do município para diagnóstico. Em seguida, é importante o município sobre existência de outros casos suspeitos, contatos domiciliares, profissionais, para que medidas sejam tomadas. Como ainda não existe vacina para doença, uma importante medida de prevenção é evitar se expor à ação do vetor no crepúsculo e à noite, usar repelente, mosquiteiro de malha fina e telas nas portas e janelas.

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