Encontro Territorial em Barreiras apresenta experiências socioambientais mapeadas




A importância do cerrado baiano e as diversas experiências socioambientais identificadas no território de identidade da Bacia do Rio Grande foram pauta do Encontro Territorial, que reuniu representantes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), das secretarias municipais de Meio Ambiente, colegiados territoriais, comitês de bacias, universidades e conselhos, em Barreiras. No evento, realizado na Universidade Federal do Oeste da Bahia, ontem (06), além do Mapeamento de Experiências Socioambientais, a Sema compartilhou resultados da primeira etapa do Projeto Cerrado.

O Encontro Territorial na Bacia do Rio Grande teve o objetivo de abrir um espaço de diálogo para socialização do cenário socioambiental. Para a diretora de Educação Ambiental da Sema, Zanna Matos, “a ação democratiza as informações socioambientais para fortalecimento da atuação dos colegiados e comitês de bacias, contribuindo com a sustentabilidade ambiental do território e com o processo da governança do Programa Cerrado. Além de se configurar em um importante diagnóstico de atores, espaços e iniciativas socioambientais. Por isso, convidamos atores sociais que atuam estrategicamente na região com experiências socioambientais para construir, coletivamente, como as ações do Projeto Cerrado podem ser continuadas no âmbito do Território, sendo esse agora o nosso grande objetivo”, destacou.

Para o presidente da Bacia do Rio Grande, Paulo Baqueiro, os resultados apresentados e as trocas de experiências, por meio do Projeto Cerrado, é a oportunidade da região se conhecer, bem como proporcionar uma divulgação e uma unidade do que é realizado no cerrado baiano. “O que a gente mais precisa é uma comunicação e interação mais forte entre os que realizam e os que estão sendo beneficiados. O Cerrado é de fato uma importante fronteira agrícola, seja com benefícios ou os impactos ambientais. Portanto, precisamos ter conhecimentos, ser organizar em redes e assim agir de maneira consolidada para exigir e lutar para que a sustentabilidade ambiental se estabeleça na região”, comentou.

Participaram da mesa de abertura do Encontro Territorial na Bacia do Rio Grande, representando o Inema, o coordenador da Unidade Regional Oeste, Saul Reis; a Sociedade Civil, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Bahia (FETRAF), José de Jesus Santana; representando o Colegiado Territorial e e o Comitê da Bacia do Rio Grande, Paulo Baqueiro, e representando a UFOB, a professora Janes Lanorati.

Legado do Programa Cerrado

Dentre os legados socializados por meio do Projeto Cerrado, Zana Mattos destacou alguns pontos importantes, dentro dos componentes do qual ele está desenhado. No componente da regularização ambiental, ela citou a abrangência do Cadastro Ambiental Rural (CAR/Cefir) no Território da Bacia do Rio Grande. “A partir da coleta dessas informações a secretaria têm condições de saber alguns indicativos ambientais importante para a gestão ambiental da região, como a quantidade de reserva legal, Áreas de Proteção Ambiental (APPs), dentre outras.

Outros pontos destacados por Mattos, foi a identificação, articulação e fortalecimento dos atores sociais locais, através das diversas atividades realizadas pelo Projeto Cerrado, que se traduziu no Mapeamento de Experiências Socioambientais, revelando que é importante entender esse território enquanto pessoas que tem práticas a favor do bioma. Além de pontuar a relevância do diálogo entre o poder público, sociedade civil, consultorias ambientais e entidades não-governamentais para costurar o instrumento do Plano Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, que é uma peça importante para a gestão ambiental.

Construção coletiva

No período da tarde, houve uma debate e troca de experiência em grupos, com representações de várias instituições da região, em que foram levantadas informações sobre o contexto socioambiental, potencialidades e fragilidades, com o objetivo de saber como eles podem se articular para ampliar essas ações. “Com essa dinâmica, eles construíram um conjunto de estratégias de visibilidade das ações socioambientais dentro do território de identidade da Bacia do Rio Grande”, explicou a coordenadora de Educação Ambiental da Sema, Michelle Rios.

Representando a juventude do Colegiado Territorial, Cintia Lima, teve a oportunidade de expor a realidade do êxodo rural de jovens do território, em que o desenvolvimento está afetando diretamente esta camada da população, que se vê no dilema entre o campo e a cidade. “Pela atual conjuntura política e social em que estamos inseridos, a minha geração está deixando um pouco a desejar, com a falta de interesse na participação nas discussões que afetam o seu Território e, consequentemente, também os afetam. O problema da migração dos jovens para a cidade é a falta de oportunidade e de autonomia no campo Então, precisamos de projetos como o a do Projeto Cerrado que inclua e motive os jovens a participar e conhecer a sua realidade”, disse.

No final do encontro, foi proposto a construção de um fórum de integração das ações socioambientais do Território de Identidade da Bacia do Rio Grande, através do colegiado territorial junto com a câmara técnica de Meio Ambiente. “O que resultou de prioridades entre os participantes foi a necessidade de integração, bem como a multiplicação das ações desenvolvidas pelo Programa Cerrado pelas instituições, para que haja, assim, uma efetividade dentro do território para o desenvolvimento de ações socioambientais”, finalizou Rios.

Projeto Cerrado

O Projeto Cerrado é uma iniciativa da Sema e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos- INEMA, desenvolvido por meio da cooperação internacional entre Brasil, Reino Unido e Banco Mundial, com o objetivo de promover ações referentes a Prevenção e Combate a Incêndios Florestais no Oeste da Bahia, Cadastro Ambiental Rural e Restauração, e tem previsão de execução até 2018.

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